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Notícias

30 ABR 21

Terapia usada em ator com Covid não é indicada para todos os pacientes, explica médico

Técnica utiliza equipamento para fazer o papel do pulmão enquanto órgão se recupera da lesão,  mas oferece risco de hemorragias graves que podem piorar o quadro de saúde

 

Muitas pessoas possuem algum familiar, amigo, vizinho ou conhecido lutando para se recuperar das complicações trazidas pela Covid-19. E nesse processo, cada relato de sucesso é um alívio, uma dose de força e esperança para acalentar quem vive à espera da notícia de uma alta hospitalar. A melhora no quadro de saúde do ator Paulo Gustavo, internado há várias semanas em virtude de complicações trazidas pelo novo coronavírus, tem comovido muitas famílias e despertado o interesse pelo uso do mesmo tratamento em seus entes internados.

 

A terapia que vem sendo adotada para a recuperação do artista faz uso do ECMO (oxigenação por membrana extracorpórea), um equipamento que funciona como uma espécie de órgão artificial, geralmente utilizado em pacientes com disfunções cardíacas ou pulmonares. 

 

O médico Dr. Thales Cantelle Baggio, cirurgião cardíaco e intensivista que trabalha na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital e Maternidade Jaraguá, em Jaraguá do Sul (SC), esclarece que a tecnologia tem sido muito divulgada atualmente por conta da Covid-19, mas é um recurso utilizado há bastante tempo na medicina.

 

Dependendo da forma como for instalado, o aparelho pode servir para substituir o pulmão ou o coração ou, ainda, os dois órgãos ao mesmo tempo. Ele realiza um desvio de sangue por fora do corpo, conhecido como circulação extracorpórea, oxigenando o sangue por meio de uma membrana. Deste modo, ele pode fazer o papel dos pulmões ou do coração até o paciente se recuperar”, conta.  

 

Embora seja útil no tratamento de casos de disfunções pulmonares como pneumonia ou síndrome respiratória grave, complicações que podem ser causadas por Covid-19, o equipamento serve apenas para dar mais tempo de recuperação ao organismo do paciente. Por isso, o médico enfatiza que a ECMO não é capaz de tratar uma doença pulmonar ou cardiopatia e nem pode ser aplicada em todos os pacientes internados em decorrência da Covid-19.

 

“O aparelho funciona como uma terapia de ponte. É importante as famílias saberem que não é um tratamento tão definitivo, pois depende de uma série de fatores que o paciente terá que superar. No caso de disfunção pulmonar, por exemplo, o resultado também depende da recuperação dos pulmões, já que o aparelho não é capaz de fazer o trabalho sozinho”, observa.

 

De acordo com o profissional, a terapia não é recomendada para pessoas muito idosas ou que tenham alguma doença hematológica que altere a coagulação do sangue, nem para pacientes imunossuprimidos. Além de exigir uma série de cuidados e monitoramento em tempo integral da equipe de UTI, trata-se de uma técnica extremamente invasiva e, por esses motivos, torna-se inviável para muitos casos. 

 

Há vários meses atuando diretamente no tratamento de pacientes de Covid-19 o médico esclarece que a indicação é somente para pacientes muito graves, pois existem riscos até mesmo na instalação do aparelho. “Para drenar e oxigenar o sangue, precisamos instalar cânulas dentro de veias ou artérias. O tratamento também exige uso de anticoagulantes em doses maiores. Como a Covid-19 pode aumentar a incidência de tromboses e embolias, torna-se muito arriscado, pois pode provocar hemorragias graves”, alerta.

 

HMJ na mídia
02 MAR 21

Hospital e Maternidade Jaraguá chegam aos 55 anos de superação e de zelo à saúde

A Comunidade Evangélica Luterana, mantenedora do Hospital e Maternidade Jaraguá, está comemorando os 55 anos da instituição. No entanto, o sonho de construir um hospital veio muito antes de 1966, quando esteve ao lado dos motoristas da década de 1920, no transporte de pessoas doentes em busca de assistência médica em cidades vizinhas. Junto com a comunidade católica, os luteranos batalharam para a construção do primeiro hospital de Jaraguá do Sul.

 

Um grupo de 17 motoristas de automóvel arrecadou fundos em planos sociais para ajudar na construção da unidade. Os motoristas sentiam de perto o drama de percorrer longas distâncias em busca de assistência.

 

A ata de fundação do primeiro hospital de Jaraguá do Sul assinala, entretanto, a data de 2 de agosto de 1926. O próximo passo dado, ainda no mesmo ano, foi criar uma diretoria composta por cinco integrantes da comunidade luterana e cinco da católica.

 

A doação do terreno foi feita por Jorge Czerniewicz. Em agosto de 1935, a sociedade de “chauffers” fez o repasse de todos os bens do hospital para a comunidade católica, e a construção passou a ser coordenada pelo Padre Alberto Jakobs.

 

Em 1935, a instituição passou a chamar-se Hospital São José. No dia 24 de novembro de 1946, após dez anos da construção, foi inaugurado o então Hospital São José, localizado no espaço que hoje pertence ao Hospital e Maternidade Jaraguá.

 

A construção que hoje abriga o Hospital e Maternidade Jaraguá foi adquirida anos mais tarde em definitivo pela Comunidade Luterana, por meio do então presidente, Walter Weller. A conquista contou ainda com o engajamento da população jaraguaense e de entidades alemãs, tanto governamentais quanto religiosas, que ajudaram para que a partir do dia 27 de fevereiro de 1966, o Hospital e Maternidade Jaraguá pudesse oferecer o que há de melhor a seus pacientes.

 

A instituição chamada carinhosamente de Hospital do Morro, pela sua localização, tem uma longa história de práticas assistenciais na área da saúde e da filantropia, pauta no respeito às pessoas e aos valores éticos.

 

Nova ala da maternidade inicia atividades

A nova ala que inicia as atividades efetivamente nesta terça-feira, 2 de março, conta com um Centro de Parto Humanizado, que permite aumentar em 20% a sua capacidade de atendimento, trazendo ainda mais segurança às mamães e bebês de toda a região.

 

O Centro conta com Pronto Atendimento Obstétrico, formado por três salas de observação/medicação e dois consultórios. Com esta ampliação, a área também passou a contar com mais 10 novos leitos de UCI - Unidades de Cuidados Intermediários, novo espaço de triagem e sala de espera, além de cinco leitos destinados ao pré-parto, parto e pós-parto.

HMJ na mídia
10 FEV 21

Ortopedista do Hospital e Maternidade Jaraguá participa de evento mundial de cirurgia holográfica

Evento promovido pela gigante Microsoft reúne profissionais de vários países para discutir sobre as novidades da tecnologia que podem ser aplicadas em cirurgias

 

O ortopedista Bruno Gobbato, do Hospital e Maternidade Jaraguá, foi o único médico brasileiro a participar do evento mundial de cirurgia holográfica “Microsoft Experience 24h”, que ocorreu nesta terça-feira, 09. Médicos de 13 países debateram novidades na área da tecnologia utilizadas em cirurgias, a favor de resultados mais precisos e com custos menores.

 


O procedimento apresentado pelo profissional de Jaraguá do Sul, durante o evento, foi a remoção de placa com artroscopia de ombro de um paciente. Na oportunidade, médicos dos Estados Unidos e da França acompanharam e fizeram sugestões em tempo real durante a cirurgia. O médico brasileiro destaca como benefício a possibilidade de usar modelos em 3D, que guiam os cirurgiões durante a intervenção.

 


A escolha de Gobbato, leva em conta a experiência nesse tipo de procedimento, que vem sendo realizado desde 2016, em Santa Catarina. “Somos um dos precursores da cirurgia com realidade aumentada no mundo. Uma das primeiras cirurgias ortopédicas, utilizando essa técnica foi realizada aqui, pela nossa equipe, em 2016”, comenta.

 


De acordo com o profissional, diversas cirurgias dessa área já foram realizadas no Hospital e Maternidade de Jaraguá, que é pioneiro nessa técnica no Brasil. Bruno explica que o recurso, praticado pelos especialistas do Hospital, permite ao médico analisar com profundidade a área que necessita de intervenção.

 


“Com os modelos 3D virtualmente projetados, o médico pode avaliar de forma completa a anatomia específica daquele paciente e daquela doença sem precisar expor o paciente a cortes maiores. Este tipo de tecnologia permite a realização de cirurgias com maior precisão e eficácia, o que é muito importante nas cirurgias de próteses e correções de algumas deformidades”, complementa.

HMJ na mídia